Como mapear infraestrutura para bicicletas?
Por Daniel Santini, Damian Bown, Tiago Fassoni e Vitor George
Com o objetivo de ajudar a melhorar o mapeamento colaborativo de infraestrutura cicloviária no Brasil, publicamos um “Guia de mapeamento cicloviário” — documento produzido pelo Citymapper e traduzido em trabalho conjunto com a equipe do Código Urbano.
PDFs para download (cópias no próprio site):
- Cycle mapping for cycle routing (inglês, ~2,3 MB) — CycleStreets e Cycling Scotland.
- Providing data to OpenStreetMap (inglês, ~6,1 MB) — OpenStreetMap Foundation.
O guia traz orientações sobre como identificar e mapear ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas no OpenStreetMap, plataforma cuja essência são os dados abertos. O mapeamento colaborativo serve para identificar a rede atual, ajudando ciclistas na escolha do melhor caminho. O acompanhamento aberto da infraestrutura instalada ajuda também a monitorar a qualidade de implantação do sistema cicloviário. Na época do texto, a Prefeitura de São Paulo disponibilizava o mapa oficial no Google Maps — plataforma fechada em contraste com o OSM.
Hoje, o principal desafio no mapeamento colaborativo é a falta de padrão e cuidado na identificação de caminhos. O manual parte das premissas de que é necessário:
- Ter ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas incluídas no OpenStreetMap
- Que as rotas para bicicletas estejam conectadas aos caminhos e vias próximas
- Que detalhes suficientes sejam incluídos de modo a favorecer o planejamento de rotas
O guia traz orientações e considerações sobre como melhorar estes três pontos. Em janeiro, o Código Urbano organizou uma mapatona para incentivar o mapeamento de infraestrutura cicloviária de São Paulo no OpenStreetMap. No mesmo mês, a Transporte Ativo divulgou um texto sobre o mapeamento ativo de cidades.
Abrir o OpenStreetMap e, com a ajuda das referências acima, comece a mapear as ciclovias que conhece.