Subprefeitura da Sé é a que tem maior orçamento para 2015
Por Daniel Santini e Vitor George
Com mais de R$ 74 milhões reservados para 2015, a Subprefeitura da Sé, que administra a região central de São Paulo, é a que tem maior orçamento previsto segundo a base de dados da Lei Orçamentária Anual (LOA), disponíveis no site da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sempla) da Prefeitura Municipal. Já a Subprefeitura de Cidade Tiradentes, no extremo leste da cidade, é a que menos receberá recursos, com pouco mais de R$ 28 milhões reservados. Os gastos previstos por subprefeituras foram organizados pelo Código Urbano e ajudam a visualizar como foi planejada a distribuição do orçamento reservado para as subprefeituras para este ano.
A matéria original incluía um mapa interativo (CartoDB / InfoAmazonia) com orçamento total por subprefeitura, população e gasto por habitante, com camadas alternáveis no visualizador.
Na leitura por gasto por habitante (uma das camadas do mapa original), o quadro muda e regiões menos populosas ficam no topo da tabela de investimentos. É o caso da Parelheiros, subprefeitura que administra uma área bastante ampla e com baixa densidade habitacional ao sul da cidade, e que é a que mais receberá recursos por habitantes em 2015: R$ 288,00. A de M´Boi Mirim é a que tem menor orçamento por pessoa: R$ 87.
A visualização permitia ao cidadão ter uma ideia de quanto dinheiro cada subprefeitura administraria — e até cobrar diretamente o subprefeito sobre como esse dinheiro seria gasto (subprefeituras na Prefeitura). Não permitia, por si só, uma análise mais aprofundada, na qual teriam que ser incluídas outras variáveis como renda média por morador de cada subprefeitura, por exemplo. Já apresentamos um mapa que explicita a desigualdade espacial por renda (em um tutorial sobre como montar mapas), mas a divisão com a qual trabalhamos é por distrito, e não subprefeitura, o que impede incluir essa variável na comparação.
Por fim, não custa lembrar que, naquele mapa, figuravam apenas os recursos a serem administrados diretamente pelas subprefeituras, e não todos os investimentos que a Prefeitura faria em cada região.